BP Statistical Review 2014

Apresentação em Portugal do BP Statistical Review of World Energy 2014

EUA ultrapassam a China no consumo Mundial de Petróleo.
  • O forte crescimento dos EUA (2,9%) foi responsável por todos os aumentos líquidos na OCDE enquanto o consumo na UE e no Japão caiu 0,3% e 0,6%, respetivamente;
  • Os EUA registaram também o maior aumento a nível mundial em produção de petróleo;
  • O consumo global de energia primária aumentou 2,3% em 2013, crescendo mais rápido do que em 2012 (1,8%);
  • O carvão é o combustível fóssil com maior crescimento;
  • A produção global de biocombustíveis cresceu um pouco abaixo da média, impulsionada por aumentos nos dois maiores produtores: o Brasil e os EUA.
O BP Statistical Review of World Energy 2014, uma das publicações de referência mundial no setor energético que resulta do trabalho da equipa de Energy Economics da BP, foi apresentado em Lisboa por Paul Appleby, Head of Energy Economics da BP Oil. A sessão contou ainda com as intervenções de Pedro Oliveira, Presidente da BP Portugal e de Paulo Carmona, Presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis com um enquadramento local.

“O BP Statistical Review of World Energy, que conta já com 63 anos, é um património da BP que a BP disponibiliza ao Mundo e que tem mantido ao longo de mais de seis décadas, pois no mercado global de energia, no qual as decisões têm de ser tomadas com muita certeza, é muito importante sabes de onde viemos, qual o presente e para onde é possível seguir”, analisou o Presidente do Conselho de Administração da BP Portugal, Pedro Oliveira, sublinhando que “o relatório hoje divulgado publicamente em Portugal, fornece a base para essa análise e tomada de decisão”. 

As conclusões da edição deste ano, reforçam a força do sistema global de energia apesar das disrupções e mudanças no comportamento da economia mundial e refletem o impacto da incerteza geopolítica e dos debates em curso sobre os papéis adequados do governo e dos mercados. 
Ainda assim a procura global de energia global acelerou em 2013 com o crescimento de 2,3% a manter-se ligeiramente abaixo da média histórica.

O consumo de energia nas economias emergentes cresceu abaixo da sua média de longo prazo, com um aumento de 3,1%, impulsionado por um crescimento mais lento na China. No entanto, o consumo nas economias maduras da OCDE cresceu a uma taxa de 1,2% superior à média - como resultado exclusivo de um forte crescimento nos EUA. Consequentemente, a diferença entre o crescimento nos países da OCDE e nos que estão fora da OCDE diminuiu para níveis não registados desde 2000. No entanto, as economias emergentes continuam a dominar o crescimento da procura de energia global, sendo responsáveis por 80% do crescimento do ano passado e quase 100% de crescimento ao longo da última década.

O BP Statistical Review of World Energy 2014, demonstra também que os eventos geopolíticos numa série de países continuaram a impactar a produção de petróleo em 2013, com a Líbia a sofrer o maior declínio já registado perante a renovada agitação civil. Estas interrupções, no entanto, foram compensadas por um grande aumento na produção de petróleo nos EUA - impulsionado pelo investimento maciço na produção de xisto e de outro tipo de combustíveis fósseis com as ‘tight formations’. Como resultado líquido, os preços médios do petróleo mantiveram-se excecionalmente estáveis - embora em níveis superiores a US $ 100 por barril pelo terceiro ano consecutivo.