1925-1945 - Durante a II Guerra Mundial

Assim que as novas “carruagens sem cavalos” invadiram as ruas da Europa, os postos de gasolina BP apareceram por todo o Reino Unido.

Assim que as novas “carruagens sem cavalos” invadiram as ruas da Europa, os postos de gasolina BP apareceram por todo o Reino Unido. Em 1921 eram 69 e em 1925 já eram mais de 6.000. Nas estradas dos principais países europeus, as letras “BP” tornaram-se familiares à medida que a Anglo-Persian entrava nestes mercados. Um anúncio numa revista alemã em 1936 retratava um mecânico de aviação a trabalhar heroicamente sob um grande escudo BP.
A Pérsia mudou o seu nome para Irão, em 1935, e a empresa seguiu o exemplo, para ficar mais moderna. Contudo, os bons tempos não iam durar muito.

Apoiar o esforço de guerra

Tudo mudou no outono de 1939, quando a Grã-Bretanha entrou na II Guerra Mundial. De repente, a gasolina tornou-se um produto racionado e a BP, Shell e outras marcas à venda no Reino Unido juntaram-se numa só marca genérica, “Pool”. A nacionalidade superou a viabilidade comercial e o crescimento da BP no continente parou bruscamente.

Winston Churchill, uma vez mais, pediu à Anglo-Iranian para fazer face aos esforços associados a uma guerra, desta vez para pedir que dessem tudo o que tinham. Os empregados colocaram a sua experiência ao serviço de iniciativas inovadoras. Por exemplo, queimavam petróleo nas margens das pistas de aterragem para acalmar o nevoeiro e permitir a descolagem e aterragem dos aviões. 
As forças armadas britânicas usaram combustíveis e lubrificantes da Castrol, que fazia parte do património da BP.

A aviação assumiu um papel relevante durante a II Guerra Mundial. Os aviões americanos utilizavam combustíveis para aviação de duas empresas que pertenciam ao património BP: Amoco e Sohio, entre outras. A força aérea britânica optou pela Anglo-Iranian, que tinha acabado de encontrar uma maneira de melhorar a eficiência dos seus combustíveis. Contudo, a quantidade de combustível que necessitavam era maior do que a quantidade que a refinaria de Abadan podia fornecer. Para além disso, três navios carregados foram afundados. O mar alto era perigoso. Durante a guerra, 44 petroleiros da empresa afundaram, matando 657 pessoas e mantendo 260 como prisioneiros de guerra.

Preocupado com os riscos que implicava o transporte de petróleo do Irão até à Grã-Bretanha, o governo britânico pediu à Anglo-Iranian que encontrasse mais petróleo em solo britânico, onde anteriormente já tinha sido descoberto. A empresa viu-se obrigada a aumentar a sua produção no campo de Nottingham, em Inglaterra. As quantidades mantinham-se relativamente pequenas, mas grandes o suficiente para ajudar o país a sobreviver – mantendo-se como um dos segredos mais bem guardados da II Guerra Mundial.

Tempos difíceis também na Pérsia

Nas instalações no Irão, os anos de guerra foram igualmente preocupantes. A entrada do Japão na guerra tornou a refinaria de Abadan num alvo prioritário. Quando as tropas aliadas se mudaram para assegurar a refinaria, três empregados morreram num tiroteio.

A escassez de trigo tornou a vida miserável para as 200.000 pessoas que viviam em Abdan e para as 80.000 que viviam em aldeias junto aos campos de petróleo. A Anglo-Iranian enviou um representante de Londres para gerir a crise. Os navios petroleiros trouxeram rações de alimentos provenientes da Índia e Austrália e do Reino Unido chegaram roupas em segunda mão. 
Mas as coisas ainda iam piorar antes de começarem a melhorar. A varíola e o tifo arrasaram a população, o que fez com que a histeria se instalasse na comunidade.