1. Home
  2. Onde operamos
  3. Operados
  4. Bloco 18: Grande Plutónio

Bloco 18: Grande Plutónio

O bloco 18, uma área de 5.000 quilómetros quadrados com profundidade de água de 500 - 1.600 metros, situa-se a cerca de 160 milhas da costa de Angola
O bloco 18 encontra-se no alto mar angolano, 160 km a nordoeste de Luanda. Foram feitas oito descobertas neste bloco, das quais os campos Gálio, Crómio, Cobalto, Paládio e Plutónio são o primeiro projecto de produção conhecido por Grande Plutónio. O Platina, um dos outros campos deste bloco foi aprovado pelo Concessionário em Dezembro de 2018 e é o projecto seguinte deste bloco. 
 

O projecto Grande Plutónio ocupa um lugar importante na carteira da BP. A perfuração do projecto teve início em 2005 e o projecto ficou operacional em 1 de Outubro de 2007. Os accionistas deste empreendimento são a BP e a SSI. A produção baseia-se numa FPSO ancorada com capacidade de 1,75 milhões de barris, um sistema de produção submarino com tecnologia de poços inteligente e poços de injecção de água e gás. Os poços estão ligados à FPSO através de ductos e risers para transferência do crude para petroleiros, utilizando um sistema de transferência remoto. O gás pode ser transferido para o esquema da Angola LNG ou reinjectado nas jazidas. Os maiores fornecedores foram: a KBR, responsável pelo EPCM; a Hyundai Heavy Industries em Ulsan, Coreia do Sul, que construiu o casco e os costados da FPSO; a Stolt/Technip em Paris, que forneceu os cabos umbilicais, os risers e os ductos (URF); e a FMC Kongsberg, na Noruega, que forneceu o sistema de produção submarino (SPS). 


Em Outubro de 2016, o FPSO celebrou um marco histórico ao atingir 500 milhões de barris de petróleo desde o início de produção em 2007 marcando assim um sucesso desde a produção dos reservatórios, passando pelo processamento no FPSO até a exportacao para petróleiros que transportam para refinarias em todo o mundo.  

 

Sistemas de produção submarinos (SPS)

O projecto inicial previa 20 árvores, três colectores, controlos de produção e o sistema de ligação. As primeiras 15 árvores foram fornecidas pelas instalações de Dunfermline e Houston da FMC. As restantes árvores foram enviadas para as instalações da FMC em Angola, para serem montadas e testadas. Os novos colectores submarinos, cada um deles com um peso de 100 toneladas e incluindo tubos, válvulas, medidores de injecção de substâncias químicas e de fluxo multifásicos, e instalações de intervenção com ROV, foram construídos na NLI Larvik, na Noruega, e na Sonamet, no Lobito.

Cabos umbilicais, risers e ductos (URF)

O consórcio Stolt Offshore e Technip forneceu os cabos umbilicais, risers e ductos. O FPSO é mantida há 25 anos na sua posição por um conjunto de 12 cabos de ancoragem ligados a pilares de ancoragem fixados no leito marinho, a 1.300 metros de profundidade. O equipamento submarino é ligado ao FPSO através de vinte e um cabos umbilicais e quatro risers de aço, agrupados numa torre de elevação. A flutuação é proporcionada por um tanque no topo da torre e no fundo da torre – que contêm colectores de elevação de gás e as bobinas que ligam os risers aos ductos - e é fixado ao leito marinho por sucção, com um elemento de união flexível que permite a rotação e movimentação da torre conforme as ondas e a corrente. Mais de 20 fornecedores especializados de vários lugares do mundo forneceram materiais e equipamento e o conjunto completo foi montado na torre de elevação pelo estaleiro da Sonamet, no Lobito, em 2006 e 2007. A bóia de transferência, fabricada pela MIS Dubai, também foi concluída pela Sonamet.

Unidade flutuante de produção , armazenamento e transferência (FPSO) PSVM

O casco do FPSO consiste numa estrutura com fundo duplo/simples, fabricada em chapa de aço com secções com espessuras que vão dos 12 aos 40 mm. Tem um calado de 23 metros quando está totalmente carregada e 14 quando está vazia. Inclui alojamento para até 160 pessoas, heliporto, embarcações salva-vidas, sala de controlo, cozinha / instalações de catering, ginásio, sala de estar e cinema. Os principais equipamentos instalados no casco são as bombas de carga e de lastro, as bombas de combate a incêndios e inundação, as bombas de elevação de água do mar, uma unidade de dessulfactação, dois geradores a gasóleo e um gerador de emergência. O geradores são utilizados durante o encerramento da central de produção de energia dos costados. A construção começou em 2005 e terminou com a conclusão dos acabamentos em Janeiro 2006. Os costados concebidos pela KBR incluem todas as instalações de processamento de óleo, gás e água produzida, bem como de tratamento de água do mar para injecção de água.

Costados 
O fabrico dos costados teve início em Janeiro de 2005 e incluiu 12 módulos de equipamento. Existem dois módulos de geração de energia, para além dos módulos que contêm o equipamento para recepção dos fluidos dos poços, separação de HP e LP, medição de crude, o queimador de alta pressão e o tambor KO, três módulos de compressão de baixa, média e alta pressão de gás e três módulos de tratamento e injecção de água do mar. Em Janeiro de 2006, o casco concluído foi levado para o estaleiro da HHI Offshore para integração dos costados e início das actividades de ligação e entrada em funcionamento. A água do mar é tratada para injecção nas jazidas na Unidade de Redução de Sulfato (SRP), onde os elementos de membrana estão contidos numa matriz de 612 navios. A SRP pode produzir até 400mbd de água do mar com baixo teor de sulfato.