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Press Release

11/06/15

O Relatório Estatístico da BP mostra que 2014 foi um ano de mudanças “tectônicas” na produção e no consumo global de energia

A edição de 2015 do Relatório Estatístico Global de Energia, lançado ontem pela BP, destaca como mudanças significativas na produção e no consumo de energia no mundo tiveram implicações profundas sobre os preços, a matriz energética mundial e as emissões de dióxido de carbono. 

A 64ª edição anual do Relatório Estatístico destaca a importância contínua da revolução do xisto (shale) nos Estados Unidos, que superaram a Arábia Saudita como o maior produtor mundial de petróleo e ultrapassaram a Rússia como o maior produtor de óleo e gás. 

No lado do consumo, o Relatório Estatístico registra uma desaceleração acentuada do consumo de energia primária, com crescimento de apenas 0,9% em 2014, a taxa mais baixa registrada desde final dos anos 1990 (exceto no período logo após a crise financeira da década passada). O crescimento do consumo na China registrou o nível mais baixo desde 1998, à medida que sua economia se reequilibra sobre setores menos intensivos em energia, apesar de o país permanecer como o mercado com maior crescimento energético no mundo. 

Ao falar durante o lançamento do Relatório Estatístico, o presidente do Grupo BP, Bob Dudley, disse: “A incomum calma que caracterizou os mercados energéticos nos anos anteriores a 2014 teve um fim abrupto no ano passado. No entanto, não devemos ficar surpresos ou alarmados. Esses eventos podem muito bem ser considerados como sintomáticos de uma mudança mais ampla nas placas tectônicas que compõem o panorama energético, com desenvolvimentos consideráveis tanto na oferta quanto na demanda de energia. Nossa missão como indústria é superar os desafios atuais e, ao mesmo tempo, continuar a investir para atender a demanda do futuro de forma segura e sustentável”. 

As mudanças na produção e no consumo tiveram efeitos significativos sobre os preços de energia, assim como na matriz de combustíveis. Os preços do petróleo caíram drasticamente, em grande parte impulsionados pela força da oferta, com a produção dos países fora da OPEP crescendo em volumes recordes, enquanto os países membros da OPEP mantiveram seus níveis de produção para manter participação de mercado. Fora desses eixos, o crescimento do consumo de carvão na China permaneceu estável e o crescimento global de gás natural também foi fraco, devido a um inverno ameno na Europa, que acabou ocasionando uma forte queda no consumo. 

As energias renováveis apresentaram o maior crescimento no período, respondendo por um terço do aumento no uso total de energia primária durante um ano em que o consumo global de energia primária desacelerou. Mesmo assim, elas foram responsáveis por apenas 3% da energia primária. 
Mundialmente, as emissões de dióxido de carbono (CO2) pelo uso de energia cresceram apenas 0,5%, o menor índice desde 1998 (exceto no período logo após a crise financeira da década passada). O crescimento mais fraco em comparação com a média dos últimos dez anos foi em grande parte atribuída às mudanças no ritmo e no padrão de crescimento econômico da China. 

Destaques do Relatório – desenvolvimentos energéticos

O crescimento do consumo global de energia primária desacelerou acentuadamente em 2014, apesar de o crescimento econômico global ter sido parecido ao de 2013. O consumo de energia subiu 0,9% em 2014, uma desaceleração drástica em relação a 2013 (+2,0%) e bem abaixo da média de 2,1% dos últimos dez anos. 
  • O crescimento do consumo global de energia primária desacelerou acentuadamente em 2014, apesar de o crescimento econômico global ter sido parecido ao de 2013. O consumo de energia subiu 0,9% em 2014, uma desaceleração drástica em relação a 2013 (+2,0%) e bem abaixo da média de 2,1% dos últimos dez anos.
  • As economias emergentes continuam dominando o crescimento no consumo global de energia, como tem acontecido na última década, mas o crescimento nesses países (+2,4%) ficou bem abaixo da média de 4,2% dos últimos dez anos.
  • O crescimento do consumo chinês (+2,6%) foi o mais fraco desde 1998, mas a China ainda assim apresentou o maior incremento do consumo de energia primária pelo 14º ano consecutivo. O consumo da OCDE teve queda acima da média (-0,9%), com o fraco desempenho da UE e do Japão contrabalanceando um crescimento acima da média nos Estados Unidos. A queda do consumo da UE foi o segundo maior percentual de declínio registrado (excedido apenas após a crise financeira de 2009). O consumo energético da UE caiu para o nível mais baixo desde 1985.
  • O crescimento ficou significativamente abaixo da média dos últimos dez anos na Ásia Pacífico, Europa & Eurásia e Américas Central & do Sul.
  • O petróleo permaneceu como o combustível dominante, com 32,6% do consumo de energia global, mas perdeu participação de mercado pelo 15º ano consecutivo.
  • As evoluções nos preços de energia foram geralmente fracas em 2014, com os preços do petróleo e carvão caindo globalmente. Os preços do gás tiveram queda na Europa, permaneceram estáveis na Ásia e cresceram na América do Norte.

Petróleo

Preço

  • Em 2014, o valor médio do barril de Brent ficou em US$ 98,95, um declínio de US$ 9,71 por barril em relação à média de 2013 e a primeira média anual abaixo dos US$ 100 desde 2010.
  • Os preços do petróleo permaneceram firmes em 2014 em um cenário de rupturas contínuas no abastecimento, mas caíram drasticamente no final do ano.
  • A diferença de preços entre Brent e WTI (West Texas Intermediate) retraiu para US$ 5,66 por barril (era US$ 10,67 em 2013) mesmo com o crescimento robusto contínuo da produção dos EUA, mas manteve-se elevada em relação a níveis anteriores.

Consumo e produção

  • O consumo global de petróleo subiu 0,8 milhões de barris por dia (bpd) ou 0,8% – um pouco abaixo da recente média histórica e significativamente mais fraco que o crescimento de 1,4 milhões bpd registrado em 2013.
  • Países fora da OCDE foram responsáveis por todo o crescimento líquido do consumo global. O crescimento do consumo chinês ficou abaixo da média, mas ainda assim registrou o maior incremento do mundo (390 mil bpd).
  • O consumo da OCDE caiu 1,2%, o oitavo declínio nos últimos nove anos. Destilados leves (gasolina, querosene de aviação e nafta) foi a categoria de produtos refinados com crescimento mais rápido pelo segundo ano consecutivo.
  • O crescimento da produção global de petróleo foi maior que o dobro do crescimento do consumo global, subindo 2,3% ou 2,1 milhões bpd.
  • A produção fora da OPEP cresceu 2,1 milhões bpd, o maior incremento em nosso conjunto de dados. Os EUA (+1,6 milhões bpd) registraram o maior crescimento do mundo, se tornando o primeiro país a crescer maid de um milhão bpd por três anos consecutivos e superando a Arábia Saudita como o maior produtor de petróleo do mundo. Junto com os EUA, os volumes de produção no Canadá (+310 mil bpd) e no Brasil (+230 mil bpd) também alcançaram níveis recordes em 2014.
  • A produção da OPEP ficou estável e a participação do grupo na produção global caiu para 41%, o nível mais baixo desde 2003.

Refino e comercialização

  • Os volumes refinados de petróleo cresceram 1,1 milhões bpd (1,4%) em 2014 – o crescimento mais alto desde 2010 e mais do que o dobro da média dos últimos dez anos. Os volumes refinados nos EUA cresceram 530 mil bpd, o maior aumento desde 1986.
  • A capacidade global de refino cresceu a uma média de 1,3 milhões bpd, impulsionada pela expansão na China e Oriente Médio, sendo que a capacidade do Oriente Médio cresceu o recorde de 740 mil bpd.
  • O uso global da capacidade de refino permaneceu em 79,6%, o índice mais baixo desde 1987.
  • A comercialização de petróleo cru e produtos refinados cresceu abaixo da média em 2014 – 0,9% ou 490 mil bpd.
  • O crescimento das importações foi impulsionado pela China e outras economias emergentes, enquanto as importações líquidas dos EUA caíram. A China tomou o lugar dos EUA como maior importador líquido de petróleo em 2013.

Gás natural

Consumo e produção

  • O consumo global de gás natural cresceu apenas 0,4%, bem abaixo da média de 2,4% dos últimos dez anos. O crescimento ficou abaixo da média tanto na OCDE como nas economias emergentes, com o consumo da UE (11,6%) vivenciando seu maior declínio volumétrico e percentual já registrado. A região da Europa & Eurásia (-4,8%) teve os cinco maiores declínios volumétricos no mundo na Alemanha, Itália, Ucrânia, França e Reino Unido. Globalmente, o gás natural respondeu por 23,7% do consumo de energia primária.
  • A produção global de gás natural aumentou 1,6%, abaixo da média de 2,5% dos últimos dez anos. O crescimento ficou abaixo da média em todas as regiões, com exceção da América do Norte. Os EUA (+6,1%) registraram o crescimento mais alto, respondendo por 77% do crescimento líquido global. As maiores quedas volumétricas foram registradas na Rússia (-4,3%) e nos Países Baixos (-18,7%).

Comercialização

  • A comercialização global de gás natural registrou uma contração atípica em 2014, caindo 3,4%.
  • O transporte por dutos caiu 6,2%, a maior queda registrada, impulsionada pelas quedas nas exportações líquidas por dutos na Rússia (-11,8%) e nos Países Baixos (-29,9%). O comércio global de gás natural liquefeito aumentou 2,4%. O comércio internacional de gás natural respondeu por 29,4% do consumo global; a participação do gás natural liquefeito no comércio global subiu para 33,4%.

Outros combustíveis

Carvão

  • O consumo global de carvão teve incremento de 0,4% em 2014, bem abaixo da média anual de crescimento de 2,9% dos últimos dez anos. A participação do carvão no consumo global de energia primária caiu para 30,0%.
  • O consumo fora da OCDE cresceu 1,1%, o crescimento mais fraco desde 1998, impulsionado por um baixo consumo chinês (+0,1%). A Índia (+11,1%) vivenciou seu maior crescimento volumétrico já registrado e o maior crescimento volumétrico no mundo. A produção global de carvão teve queda de 0,7%, com fortes declínios na China (-2,6%, a maior queda volumétrica no mundo) e Ucrânia (-29,0%), contrabalanceando os altos crescimentos na Índia (+6,4%) e na Austrália (+4,7%).

Energias nuclear e hidrelétrica

  • A produção global de energia nuclear cresceu acima da média, com 1,8%, o segundo crescimento anual consecutivo e a primeira vez que esse tipo de energia ganha participação de mercado desde 2009.
  • O crescimento da produção de energia nuclear na Coreia do Sul, China e França compensaram o declínio no Japão, na Bélgica e no Reino Unido.
  • por um recorde de 6,8% do consumo global de energia primária.
  • O crescimento da produção chinesa de energia hidrelétrica (+15,7%) respondeu por todo crescimento da produção global.

Energias renováveis (incluindo eólica, solar e biocombustíveis)

  • energia, partindo de 0,9% há uma década.
  • O índice de energias renováveis utilizadas para geração de energia elétrica cresceu 12,0%, sendo que as energias renováveis foram responsáveis por um recorde de 6,0% da geração global de eletricidade.
  • A China registrou ou maior incremento no uso de renováveis para geração de eletricidade pelo quinto ano consecutivo; o crescimento no ano passado (+15,1%) representou um terço da média dos últimos dez anos.
  • Globalmente, a energia eólica (+10,2%, +65 terawatt-hora) cresceu menos que a metade da média dos últimos dez anos.
  • A geração de energia solar cresceu 38,2% (+51 terawatts-hota).
  • A produção global de biocombustíveis cresceu 7,4% (+144 mil bpd), abaixo da média.