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BP anuncia grande expansão em energia renovável, combinando biocombustíveis e bioeletricidade com a Bunge no Brasil para criar um negócio relevante a nível mundial

Publicado em: 22/07/2019

  •  O acordo unirá players importantes da indústria com ativos e experiência complementares no mercado de biocombustíveis brasileiro, um dos maiores e de mais rápido crescimento do mundo
  • Criará uma empresa altamente eficiente de etanol e bioeletricidade de baixo carbono, com oportunidades para sinergias, desempenho
    operacional, modernização e crescimento futuro 
  • A combinação aumentará os negócios de biocombustíveis da BP em mais de 50%

 

A BP concordou em formar uma joint venture 50:50 com a Bunge – líder em agronegócio, alimentos e ingredientes – que criará

uma companhia líder em bioenergia em um dos maiores mercados e de mais rápido crescimento para biocombustíveis do mundo.

 

A BP combinará seus negócios brasileiros em biocombustíveis e bioeletricidade com os da Bunge para criar uma empresa de etanol a partir da cana-de-açúcar em escala mundial e altamente eficiente no Brasil, a BP Bunge Bioenergia. A participação da BP no novo empreendimento
aumentará os negócios de biocombustíveis existentes da empresa em mais de 50%.

 

O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar é um dos biocombustíveis mais eficientes em termos de emissões de carbono disponíveis globalmente, emitindo cerca de 70% menos gases de efeito estufa em seu ciclo de vida em relação aos combustíveis de transporte convencionais à base de hidrocarbonetos. O Brasil é o segundo maior e mais integrado mercado mundial de etanol como combustível de
transporte, com previsão de rápido crescimento da demanda. A maioria dos veículos no país – cerca de 70% – já é capaz de rodar com etanol, e a demanda do país pelo biocombustível deve crescer cerca de 70% até 2030.

 

Este é mais um grande exemplo do compromisso da BP em desempenhar um papel de liderança em uma transição rápida para um futuro de baixo carbono. Os biocombustíveis serão parte fundamental nessa transição energética e o o Brasil já está assumindo a liderança ao demonstrar como eles podem ser usados ​​em larga escala para reduzir as emissões no setor de transportes. Esta combinação criará novas possibilidades para melhorar a eficiência e o crescimento futuro neste mercado chave.Bob DudleyChief Executive do Grupo BP

 

Esta joint venture com a BP, uma das maiores líderes mundiais em energia, representa um marco importante na otimização de portfólio para a Bunge. Estamos orgulhosos do que nosso time tem feito para desenvolver nosso negócio de açúcar e bioenergia como um líder na indústria. Estou confiante de que este time, e o forte compromisso de uma líder global como a BP, irão criar ainda mais valor para os acionistas.Gregory A. HeckmanChief Executive Officer da Bunge

 

Este importante passo permitirá à BP aumentar significativamente a escala, a eficiência e a flexibilidade de nosso negócio em um dos mercados de biocombustíveis que mais crescem no mundo. Com um compromisso conjunto com a segurança e a sustentabilidade, unir nossos ativos e experiência possibilitará melhorar o desempenho, desenvolver opções de crescimento e gerar valor real. A BP Bunge Bioenergia estará bem posicionada para apoiar a crescente demanda do Brasil por biocombustíveis e bioeletricidade de baixo carbono.Dev SanyalChief Executive da BP Alternative Energy

 

A BP Bunge Bioenergia terá 11 unidades de biocombustíveis no Brasil. Com 32 milhões de toneladas de capacidade de moagem combinada por ano, a joint venture terá a flexibilidade de produzir um mix de etanol e açúcar. Também gerará eletricidade renovável a partir de bagaço de
cana-de-açúcar, por meio de suas unidades de cogeração, para sustentar todas as suas unidades e vender a eletricidade excedente à rede elétrica brasileira. Os ativos da BP e da Bunge são amplamente complementares, com unidades em cinco estados brasileiros, incluindo três na região-chave de São Paulo.

 

Em 2018, os dois negócios produziram um total de 2,2 bilhões de litros de etanol equivalente e, depois de fornecer eletricidade para suas unidades, ainda exportaram 1.200 gigawatt-hora de bioeletricidade de baixo carbono para a rede nacional. Juntas, as duas companhias empregam, atualmente, mais de 10 mil pessoas no Brasil.

 

O negócio combinado se tornará o segundo maior player da indústria de etanol de cana-de-açúcar no Brasil, em capacidade de moagem.

 

De acordo com o contrato, a BP e a Bunge contribuirão seus negócios existentes no Brasil em biocombustíveis, bioeletricidade e açúcar
para formar uma nova joint venture autônoma, com participação acionária dividida igualmente entre ambas. Na conclusão, a BP pagará à Bunge US$ 75 milhões, sujeito a condições habituais de fechamento, e a joint venture assumirá US$ 700 milhões de dívidas provindas dos ativos da Bunge.

 

Ainda sujeito ao cumprimento de condições contratuais e à obtenção das autorizações necessárias pelas agências reguladoras, espera-se que o acordo seja concluído no quarto trimestre de 2019. Até lá, cada empresa continuará atuando de forma isolada e independente.

 

Após a conclusão, o objetivo é que a BP Bunge Bioenergia gere sinergias operacionais e financeiras significativas, por meio de eficiências de escala e aplicação das melhores práticas, tecnologias otimizadas e capacidades operacionais em todos os ativos do novo negócio.

 

A nova companhia deverá ter sede em São Paulo. Mario Lindenhayn, da BP, será Executive Chairman, Geovane Consul, da Bunge, Chief
Executive Officer, e Marcus Schlosser, da BP, Chief Finance Officer. BP e Bunge terão igual representação no conselho de administração.

 

Em 2018, a produção brasileira de etanol foi de cerca de 26 bilhões de litros, quase inteiramente a partir da cana-de-açúcar cultivada no país. O governo brasileiro está implementando uma nova política de redução de emissões no setor de transportes, o RenovaBio, que irá estabelecer o
primeiro mercado regulado de créditos de carbono do país. Com o Renovabio, espera-se um crescimento acelerado do mercado, apoiando o desenvolvimento da indústria de etanol de cana-de-açúcar.

 

Notas aos editores:

  • O acordo anunciado hoje inclui somente os negócios de
    etanol, açúcar e bioeletricidade da BP e da Bunge no Brasil. Exclui, por
    exemplo, a participação da BP em sua joint
    venture Butamax ou as participações da Bunge em ativos de etanol de milho
    fora do Brasil.

BP no Brasil

  • No Brasil, a BP tem presença nos segmentos de óleo e gás, lubrificantes, biocombustíveis e distribuição de combustíveis marítimos e
    de aviação.
  • Em Upstream, a BP é hoje uma das empresas internacionais com maior portfólio de exploração em águas profundas no país, com participação em 25 blocos – dos quais 6 como operadora – em cinco diferentes bacias geológicas.
  • A Air BP distribui combustíveis de aviação em 25 localidades no País, atuando em aviação geral e comercial, abastecendo todos os
    tipos de aeronaves, desde pequenos jatos particulares até grandes aeronaves pertencentes às principais companhias aéreas.
  • A joint venture NFX importa e comercializa combustíveis marítimos a partir do terminal do Porto do Açu no estado do Rio de Janeiro.
  • A marca de lubrificante Castrol está presente no Brasil desde 1957 e é uma das principais no País.
  • A joint venture para desenvolvimento de energia solar Lightsource BP (BP 43%) recentemente anunciou a aquisição de um pipeline significativo de projetos de desenvolvimento em energia solar no Brasil.

BP Alternative Energy

A estratégia da BP Alternative Energy é criar valor sustentável, focando em operações seguras, eficientes e confiáveis, e expandindo a capacidade da BP de crescer em um dos mercados de mais rápido crescimento, o de energias renováveis. Os negócios incluem:

  • Biocombustíveis e bioeletricidade: O negócio brasileiro em biocombustíveis e bioeletricidade formará parte da BP Bunge Bioenergia.
  • Energia eólica: A BP tem participações significativas em energia eólica onshore nos Estados Unidos, operando nove unidades em seis estados, com participação em uma unidade no Havaí. Juntas elas têm a capacidade de geração de mais de 1.000MW.
  • Energia solar: A BP tem 43% de participação na Lightsource BP, que busca desenvolver e gerenciar grandes projetos solares em todo o mundo. Atualmente possui operações na Europa, Norte da África, Ásia, Austrália e Américas – e desde que a BP iniciou sua participação na empresa, o número de países em que a Lightsource BP tem presença dobrou.
  • Produtos renováveis: A joint venture Butamax, entre BP e DuPont, possui tecnologia para produzir bio-isobutanol, um bioproduto com uma ampla variedade de aplicações.

Nota de cautela: 

A fim de utilizar as disposições de "porto seguro" da Lei de Reforma de Litígios de Títulos Privados dos Estados Unidos de 1995 (United States Private Securities Litigation Reform Act of 1995, a "PSLRA"), a BP está fornecendo a seguinte nota de cautela. Este comunicado de imprensa contém certas declarações prospectivas - ou seja, declarações relacionadas a eventos e circunstâncias futuros, não passados ​​-que podem estar relacionadas a condições financeiras, resultados de operações e/ou negócios da BP e certos planos e objetivos da BP com relação a tais itens. Essas notas são, geralmente, mas nem sempre, identificadas pelo uso de palavras como 'vontade', 'espera', ‘é esperado que’, 'pretende', 'deveria', 'pode', 'objetiva', 'é provável que', 'pretende', 'acredita', 'antecipa', 'planeja', 'entendemos que’ ou expressões similares. Os resultados podem diferir daqueles expressos em tais notas, dependendo de uma variedade de fatores, incluindo os fatores de risco estabelecidos em nosso Relatório Anual e Formulário 20-F mais recentes em "Fatores de risco", e em qualquer um de nossos relatórios públicos mais recentes. Nosso mais recente Relatório Anual e Formulário 20-F e outros períodos registrados estão disponíveis em nosso website em www.bp.com, ou podem ser obtidos na SEC pelo telefone 1-800-SEC-0330 ou em seu site em www.sec.gov.