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BP Energy Outlook 2019

Publicado em: 14/02/2019

A edição de 2019 do BP Energy Outlook, publicada hoje, explora as principais incertezas que podem impactar os mercados globais de energia até 2040. As maiores incertezas sobre esse período envolvem a necessidade de mais energia para apoiar o crescimento econômico global contínuo e o aumento da prosperidade econômica, juntamente com a necessidade de uma transição mais rápida para um futuro de baixo carbono. Esses cenários destacam o duplo desafio que o mundo está enfrentando. O Outlook também considera uma série de outras questões, incluindo o possível impacto das crescentes disputas comerciais e as implicações de uma maior rigidez na regulamentação de plásticos.

 

Grande parte da narrativa do Outlook se baseia em seu cenário de Transição em Evolução. Este e os demais cenários considerados no Outlook não são previsões do que é provável que aconteça. Na verdade, eles exploram as possíveis implicações de diferentes julgamentos e suposições. 

 

No cenário de "Transição em Evolução", o qual pressupõe que as políticas governamentais, as tecnologias e as preferências sociais evoluem de maneira e velocidade semelhantes ao passado recente: 

  • A demanda global por energia aumenta em cerca de um terço até 2040, impulsionada por melhorias nos padrões de vida, principalmente na Índia, China e em toda a Ásia.
  • A energia consumida pela indústria e pelo setor de edificações é responsável por cerca de 75% desse aumento da demanda global por energia, enquanto que o crescimento da demanda por energia no setor de transporte desacelera drasticamente em relação ao passado, à medida que os ganhos de eficiência dos veículos se aceleram.
  • O setor de energia elétrica é responsável por cerca de 75% do aumento da energia primária. 85% do crescimento na produção de energia é gerado por meio de energia renovável e gás natural, com as renováveis se tornando a maior fonte de geração de energia elétrica global até 2040.
  • O ritmo no qual a energia renovável penetra o sistema global de energia é mais rápido do que qualquer outro combustível na história.
  • A demanda por petróleo cresce na primeira metade do período do Outlook, antes de alcançar uma estabilização gradual, enquanto o consumo global de carvão permanece sem alteração. Em todos os cenários considerados no Outlook, será preciso um pesado e contínuo investimento em novas fontes de petróleo para atender à demanda por essa fonte em 2040.
  • As emissões globais de carbono continuam aumentando, sinalizando a necessidade de um conjunto abrangente de medidas políticas para alcançar uma redução substancial das emissões. 

O novo Outlook foi lançado hoje em Londres por Spencer Dale, economista-chefe do grupo, e Bob Dudley, executivo-chefe do grupo. 

 

"O Outlook traz à tona, mais uma vez, a rapidez com que os sistemas de energia do  mundo estão mudando, e como o duplo desafio de fornecer mais energia com menos emissões está moldando o futuro. Para enfrentar este desafio, não há dúvidas de que diversas formas de energia terão um papel a desempenhar”, disse Bob Dudley. 

 

“Prever como esta transição energética evoluirá é um desafio grande e complexo. Na BP, sabemos o resultado que é necessário, mas não sabemos o caminho exato que a transição tomará. Nossa estratégia nos oferece a flexibilidade e a agilidade de que precisamos para enfrentar essa incerteza.” 

 

“O mundo da energia está mudando”, concorda Spencer Dale. “Juntos, as renováveis e o gás natural representam a grande maioria do crescimento em energia primária. Em nosso cenário de transição em evolução, 85% da energia adicionada é de baixo carbono.” 

 

Além do cenário de transição em evolução, o Outlook considera uma série de outros cenários. Alguns dos principais estão descritos abaixo.

 

Mais energia

Será necessário haver mais energia para apoiar o crescimento e permitir que bilhões de pessoas passem de rendas baixas para médias; isso é explorado no cenário de mais energia.

 

Há uma forte ligação entre o progresso humano e o consumo de energia; o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU sugere que aumentos no consumo de energia de até cerca de 100 gigajoules (GJ) por pessoa estão associados a aumentos substanciais no desenvolvimento humano e bem-estar. Hoje, cerca de 80% da população mundial vive em países onde o consumo médio de energia é inferior a 100 GJ por pessoa. A fim de reduzir esse número para um terço da população até 2040, o mundo precisaria de cerca de 65% mais energia do que hoje, ou 25% a mais de energia do que o necessário no cenário de transição em evolução. O aumento da energia necessária para além do cenário de transição em evolução é aproximadamente o equivalente ao consumo total de energia da China em 2017. Juntamente com o cenário mais energia, o Outlook também destaca a necessida de demais ações para reduzir as emissões de carbono. Este é o duplo desafio para o mundo– fornecer mais energia com menos emissões. 

 

Transição rápida

O cenário de transição rápida é a combinação de análises em todo o Outlook que reúne em um único cenário as medidas políticas em cenários separados de baixo carbono para a indústria e edificações, transporte e energia elétrica. Isso resultará em um declínio de cerca de 45% nas emissões de carbono até 2040 em relação aos níveis atuais – o que está bem no meio de uma amostra de projeções externas com o intuito
de ser consistente com o cumprimento das metas climáticas de Paris.


Esta queda reflete uma combinação de ganhos em eficiência energética, mudança para combustíveis com baixo teor de carbono, uso consistente de CCUS (sigla em inglês para captura, uso e armazenamento de carbono) e, de particular importância no setor de energia elétrica, um aumento significativo no preço do carbono. 


O setor de energia elétrica é, atualmente, a maior fonte individual de emissões de carbono provenientes do uso de energia e, portanto, é fundamental que o mundo continue buscando formas de reduzir as emissões desse setor. As reduções nas emissões de carbono da indústria de transporte em todos os cenários até 2040 são relativamente pequenas.


"Políticas voltadas para o setor de energia elétrica são fundamentais para alcançar uma redução significativa nas emissões de carbono nos próximos 20 anos. A maior parte dos resultados mais acessíveis em termos de redução de emissões de carbono está fora do setor de transporte", disse Dale.


Mesmo no cenário de transição rápida, um nível significativo de emissões de carbono ainda permanece em 2040. A fim de atingir as metas climáticas de Paris, na segunda metade do século essas emissões remanescentes precisariam ser bastante reduzidas e compensadas pelas emissões negativas. O Outlook deste ano considera quais tecnologias e desenvolvimentos podem desempenhar um papel central nesta redução para além de 2040.


Um desenvolvimento fundamental seria a descarbonização quase que completa do setor de energia elétrica – exigindo maior uso de renováveis e CCUS em conjunto com o gás natural – juntamente com maior eletrificação de atividades de uso final (incluindo transporte). Para os usos finais que não podem ser eletrificados, outras formas de energia de baixa emissão de carbono e fornecedores de energia serão cruciais,
potencialmente incluindo hidrogênio e bioenergia. Além disso, destaca-se a importância da economia circular e maior adoção de técnicas de armazenamento e remoção de carbono.

 

Menos globalização

O comércio internacional sustenta o crescimento econômico e permite que os países diversifiquem suas fontes de energia. No cenário menos globalização, o Outlook explora o possível impacto que as crescentes disputas comerciais poderiam ter sobre o sistema global de energia.


"A história nos ensinou que as preocupações com a segurança energética podem ter efeitos persistentes e marcantes”, disse Dale. 

 

O cenário destaca como uma redução em abertura e comércio, associada a uma escalada nas disputas comerciais, poderia reduzir o PIB mundial e, portanto, a demanda por energia. Além disso, a crescente preocupação com a segurança energética pode levar os países a favorecer a energia produzida internamente, levando a uma redução acentuada no comércio de energia. O maior impacto é nos exportadores líquidos de
energia, que sofrem uma desaceleração significativa no crescimento das exportações de petróleo e gás. 

 

Proibição de plásticos de uso único

A maior fonte projetada de crescimento na demanda por petróleo nos próximos 20 anos é o uso não-carburante de combustíveis líquidos na indústria, principalmente como matéria-prima para petroquímicos, impulsionada pela crescente produção de plásticos. O crescimento da demanda não-carburante no cenário de transição em evolução é, no entanto, mais lento do que no passado, refletindo a suposição de que as
regulamentações que regem o uso e a reciclagem de plásticos se tornarão significativamente mais rígidos nos próximos 20 anos.


Dada a crescente preocupação ambiental em relação aos plásticos de uso único, o Outlook também considera um cenário de proibição de plásticos de uso único, no qual a regulamentação dos plásticos fica ainda mais rígida rapidamente, culminando com a proibição mundial de todos os plásticos de uso único a partir de 2040. 


Nesse cenário, a demanda por petróleo aumenta mais lentamente do que no cenário de transição em evolução. No entanto, o Outlook avisa que o impacto total no crescimento da energia e no meio ambiente dependerá dos materiais alternativos que podem ser usados no lugar de plásticos de uso único. A proibição de plásticos de uso único poderia resultar em um aumento na demanda por energia e nas emissões de carbono sem mais avanços em materiais alternativos e no uso generalizado de sistemas de coleta e reutilização. 

 

Brasil – Percepções do cenário de Transição em Evolução

O Outlook traz ainda algumas percepções do cenário de Transição em Evolução específicas para o Brasil.


“Segundo o Energy Outlook 2019, até 2040 o consumo de energia no Brasil crescerá 2,2% ao ano, mais rápido do que o crescimento mundial, que será de 1,2% ao ano. As energias renováveis, que incluem biocombustíveis, terão a maior participação neste crescimento, representando quase 40%, seguidas por gás, que corresponde a 23%”, afirma Mario Lindenhayn, Presidente da BP Biocombustíveis e Head of Country da BP
Brasil. 


O estudo mostra a matriz energética brasileira em 2040 quase igualmente dividida entre petróleo e gás (49%) e hidrelétricas e renováveis (46%). “Além disso, o Brasil responde por 23% do aumento da produção mundial de petróleo entre 2017 e 2040, um incremento de quase dois milhões de barris por dia, atingindo cinco milhões de barris por dia”, completa o executivo.


Para mais detalhes, consulte o documento Insights do cenário de Transição em Evolução - Brasil. 

 

Nota aos editores:

  •  A nova edição do BP Energy Outlook será lançada às 14:30 GMT do dia 14 de
    fevereiro de 2019.
  •  Entre no link www.bp.com/energyoutlook para baixar o Outlook ou insights adicionais
    sobre países e regiões e veja outros materiais, como vídeos e animações.
  •  Participe da conversa on-line #bpstats.

 

 

Declaração de cautela: Este boletim de imprensa contém declarações prospectivas, particularmente aquelas relacionadas à transição energética global, mudanças no mix de combustíveis, crescimento econômico global, crescimento de população, produtividade e prosperidade, mercados de energia, demanda por energia, consumo, produção e fornecimento, eficiência energética, desenvolvimentos de mobilidade, apoio político para energias renováveis e outras alternativas de baixo carbono, fontes de fornecimento de energia, desenvolvimentos tecnológicos, disputas comerciais e crescimento das emissões de carbono. As declarações prospectivas envolvem riscos e incertezas porque se referem a eventos e dependem de circunstâncias que ocorrerão ou poderão ocorrer no futuro. Os resultados reais podem diferir dependendo de uma variedade de fatores, incluindo oferta, demanda e preço do produto, estabilidade política, condições econômicas gerais, mudanças demográficas, desenvolvimentos legais e regulatórios, disponibilidade de novas tecnologias, desastres naturais e condições climáticas adversas, guerras e atos de terrorismo ou sabotagem e outros fatores discutidos em outras partes deste comunicado de imprensa. A BP renuncia a qualquer obrigação de atualizar o material contido neste boletim de imprensa. Nem a BP p.l.c. nem qualquer de suas subsidiárias (nem seus respectivos diretores, funcionários e agentes) aceitam responsabilidade por quaisquer imprecisões ou omissões ou por quaisquer perdas diretas, indiretas, especiais, consequenciais ou outras perdas ou danos de qualquer espécie em relação a este boletim de imprensa ou qualquer informação nele contida.