Por que biocombustíveis?

Até 2035, o consumo global de energia deverá crescer 32% e projeta-se que a demanda por combustíveis líquidos aumentará 18%, mais de 15 milhões de barris por dia. A população mundial deverá chegar a 8,7 bilhões, portanto serão 1,6 bilhões de pessoas a mais que precisarão de energia.

Essas projeções levantam questionamentos fundamentais. Podemos atender a crescente demanda por energia? Podemos enfrentar as mudanças climáticas se dependermos exclusivamente de combustíveis fósseis para atender a demanda crescente? 

É aí que os biocombustíveis podem ajudar. Nas próximas duas décadas, os biocombustíveis devem representar 20% (em energia) do crescimento de combustíveis para transporte. 

A BP está convencida de que um aumento significativo no uso de biocombustíveis, produzidos com responsabilidade a partir de matérias-primas cuidadosamente escolhidas, irá ajudar a reduzir os níveis globais de emissão de gases do efeito estufa. 

Muitas iniciativas são lançadas ao redor do mundo. A União Europeia se comprometeu a reduzir, até 2020, seu nível geral de emissões em, no mínimo, 20% abaixo do nível de 1990. Uma das formas pelas quais pretende alcançar esse objetivo é elevando a parcela de combustíveis renováveis, inclusive biocombustíveis, no consumo de energia para 20% até 2020. Os Estados Unidos planejam aumentar o consumo de biocombustíveis de 9 bilhões de galões em 2008 para 36 bilhões em 2022 (1 galão tem 3,7854 litros). 

Hoje, os biocombustíveis somam 2,5% dos combustíveis de transporte em uso; em 2035, esse número deve chegar a 4%. Além de melhorar a segurança no fornecimento de energia e levar melhorias e inovações para a agricultura, temos convicção que o aumento no uso de biocombustíveis ocasionaria reduções na emissão de CO2 no transporte rodoviário. 

Grande passo no Brasil

Será que podemos mesmo substituir os combustíveis fósseis pelos biocombustíveis em nossos carros? Não é simples, mas o Brasil saiu na frente quando diversificou sua matriz energética para combater as preocupações com a segurança energética, investindo em fontes alternativas, como hidroeletricidade e biocombustíveis. Hoje, 45% de sua energia vêm de fontes renováveis e aproximadamente 90% dos novos veículos de passeio vendidos no Brasil têm motores “flex”, que podem funcionar com qualquer mistura de gasolina e etanol de cana-de-açúcar. Isso acarretou uma diferença significativa nas emissões de CO2 do país, com 600 milhões de toneladas de CO2 evitadas desde os anos 70. (Fonte: União da Indústria de Cana-de-Açúcar – ÚNICA) 

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