BP Statistical Review 2016

Apresentação em Portugal do BP Statistical Review of World Energy 2016

  • Procura global de energia primária cresceu apenas 1%, muito abaixo da média da última década
  • Emissões de CO2 resultantes do consumo global de energia aumentaram cerca de 0.1% em 2015
  • Queda dos preços dos combustíveis com impacto direto na quota de mercado mundial do petróleo, que cresceu pela primeira vez, desde 1999
  • Estados Unidos continuam a ser os maiores produtores de petróleo do mundo, registando mesmo o maior crescimento anual a nível mundial (+ 1 milhão de *bpd)
  • Procura global de carvão registou a maior queda de sempre
  • Energia eólica permanece a maior fonte de eletricidade renovável a nível global
O BP Statistical Review of World Energy 2016, uma das publicações de referência mundial no setor energético, foi hoje apresentado em Lisboa por Spencer Dale, BP’s Chief Economist, numa sessão no grande Auditório do ISCTE – IUL. Presentes estiveram também Peter Mather, BP Group Regional Vice President, Europe & Head of Country, UK, que fez o enquadramento do Grupo BP no Mundo, o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, que abordou o tema da realidade energética portuguesa, e Pedro Oliveira, Presidente da BP Portugal, responsável pelas conclusões da sessão. 

Publicado anualmente há 65 anos, o BP Statistical Review of World Energy é uma referência mundial no setor energético que resulta do trabalho da equipa de Energy Economics da BP. O documento, que faz a retrospectiva do ano transato dando enfoque às principais movimentações no campo energético, destaca que 2015 foi um ano em que as tendências de longo prazo a nível mundial, tanto do lado da procura como da oferta de energia, sofreram uma desaceleração e que o mix das fontes energéticas sofreu uma alteração de paradigma com os combustíveis com baixas emissões de carbono a ganhar maior peso. 

O excesso de reservas de petróleo, que deverá manter a pressão nos preços nos próximos cinco anos, e o facto do consumo global, apesar de ter aumentado 1% em 2015, ter crescido a um ritmo mais lento dos últimos dez anos, foram algumas das conclusões apresentadas ontem perante um auditório composto por duas centenas de convidados.

A 65.ª Edição do Statistical Review demonstra também que a estagnação do crescimento nas emissões de carbono resultantes do consumo energético mundial deveu-se à redução da procura de carvão e às mudanças registadas no mix energético a nível global. Este desenvolvimento encorajante representa o mais lento crescimento nas emissões em quase um quarto de século (sem contar com o decréscimo imediato resultante da crise financeira). 

Em 2015, o aumento da quota mundial de petróleo, que aconteceu pela primeira desde 1999, foi consequência da queda generalizada dos preços dos combustíveis fósseis.