O Futuro das Tecnologias de Transporte

Decorreu no dia 2 de Maio de 2012 a 2ª Edição do BP Academia, no ISCTE-IUL, que visa o debate e partilha de conhecimento, no âmbito das questões energéticas, entre diferentes publicos-alvo.

Este ano, o BP Academia teve como tema “O Futuro das Tecnologias de Transporte num Mundo com Menos Emissões de Carbono”.

Contou com a presença do Prof. Luis Reto, Reitor do ISCTE-IUL, que na qualidade de anfitreão, procedeu à abertura da sessão, John Cooper, Diretor do Grupo BP para as Politicas Energéticas de Transporte para a Europa e Resto do Mundo e com o Eng. Fernando Pinto, CEO da TAP, como oradores, bem como com Eng. Francisco Vieira, Presidente do Conselho de Administração da BP Portugal, que concluiu esta edição do BP Academia, enaltecendo a importância desta parceria entre a BP e a Universidade. 

Neste que é um espaço de reflexão e debate sobre as questões energéticas, foram abordadas questões como a redução de emissões de carbono no sector dos Transportes, ou mesmo, “Que tecnologias podem tornar os meios de transporte menos poluentes, mantendo a sua atractividade em termos de custos e de desempenho?”. Esta questão, que deu o mote para esta 2ª edição do BP Academia, apontou o caminho dos biocombustíveis como o mais fiável, em contrapartida com aquele que é considerado por muitos uma solução mágica – o dos Veículos Electricos.

Foi ainda sublinhado por ambos os oradores a prioridade que deve ser conferida à diminuição das emissões de carbono, adiantando no entanto que a oferta de tecnologias associada à energia eléctrica ainda não é consistente, nem se adapta às necessidades dos utilizadores. John Cooper realçou ainda cinco aspectos que levam a que um combustível seja ideal para os transportes: A Segurança, A Redução de emissões de Poluentes, O Baixo Custo, A Durabilidade, e A Alta Densidade de Energia por Unidade. 

Fernando Pinto, acredita na viabilidade dos biocombustíveis, designadamente no sector da aviação, considerando que esta será no medio-prazo uma das principais soluções para reduzir as emissões de carbono.

Para a Dr. Conceição Carrapeta, Presidente do CLUBE ISCTE, o BP Academia tem como objectivo gerar valor e ligar a academia à vida real das empresas, “pretendendo fixar-se como um evento de grande relevância no segmento em que se insere...podendo tornar-se num evento incontornável.” 

Já na recta final de perguntas, Luis Reto, Reitor do ISCTE-IUL, ressalvou a importância das parcerias entre Empresas e Universidades, referindo que o trabalho conjunto pode contribuir fortemente para ajudar os governos a encontrar as melhores soluções para o sector e para a questão da redução das emissões.

Segundo o Presidente da BP Portugal, “ A BP tem consciência que este trabalho de procurar e encontrar alternativas viáveis tem de ultrapassar as fronteiras das empresas e envolver as academias e a sociedade em geral. É neste tipo de desafios que se torna crucial aliar a experiência quotidiana ao saber académico, para que juntos possamos ir mais além na procura de soluções.”