Press Release

Relatório Estatístico 2014 da BP analisa tendências do setor energético brasileiro

O Relatório Estatístico 2014 da BP (BP Statistical Review of World Energy 2014), lançado nesta semana durante o Congresso Mundial de Petróleo, em Moscou, traz dados completos sobre os mercados energéticos global, refletindo a forma como o mesmo se comportou frente a movimentações geopolíticas e econômicas importantes em 2013. Essa é a 63ª edição do relatório, que, pela primeira vez, traz uma análise específica do desempenho do setor de energia no Brasil. 

O estudo aponta que a seca que acometeu algumas regiões do Brasil no ano passado resultou em mudanças na matriz energética do país, como o declínio da produção hidrelétrica, cuja participação na geração total de energia elétrica ficou em 69%, em comparação com 75% em 2012 e 81% em 2011. Essa queda na produção de energia hidrelétrica contrasta com o crescimento robusto do consumo de petróleo e gás natural – 6,9 Mtoe e 5,4 Mtoe, respectivamente. No contexto global, o Brasil acabou perdendo posição para o Canadá, ficando em terceiro no ranking dos maiores produtores de energia hidrelétrica (a China é o maior produtor). 

A produção energética do país diminuiu 0,4% em 2013, ficando responsável por 2% do total mundial. A queda da produção brasileira de petróleo (-1,7%), nuclear (-8,4%) e energia hidrelétrica (-7%) foi compensada pelo aumento da produção de energias renováveis (32,2%), biocombustíveis (16,8%), carvão (11,7%) e gás natural (11%). O relatório revela também que o Brasil segue sendo o segundo maior produtor de biocombustíveis do mundo, respondendo por 24% do total mundial. A produção de etanol subiu 18,5% e de biodiesel, 7,6%, representando 31% e 10% da produção global, respectivamente. 

Em contrapartida, o consumo no Brasil aumentou  3,2% em 2013, o que representa 2,2% do consumo global. Esse já é o quarto ano consecutivo de crescimento a tendência é que a demanda continue subindo. Os principais aumentos foram registrados pela energia elétrica de fontes renováveis, com 32,2%, e gás natural, com 19,2%.

Na matriz energética brasileira, o petróleo continua sendo a principal fonte, respondendo por 44% da produção total, acima da hidrelétrica (35%). Em 2013, a produção de petróleo no Brasil representou 2,7% da produção mundial. Outro estudo publicado pela BP neste ano (BP Energy Outlook 2035) indica que em 2035 o petróleo deve continuar sendo o combustível dominante no Brasil, com 37%, mas a matriz energética vai mudar, com os biocombustíveis tomando parte do mercado de petróleo nos transportes e com o gás substituindo o carvão e hidrelétrica na geração de energia.

Contexto global

O relatório de 2014 mostrou que as diferenças emergentes no desempenho da economia mundial, incertezas geopolíticas e o permanente debate sobre os papéis adequados dos governos e mercados acarretaram mudanças no comportamento dos mercados energéticos. A demanda de energia global acelerou em 2013, mas, refletindo a instabilidade da economia, o aumento de 2,3% manteve-se abaixo da média histórica. Para o presidente-executivo do Grupo BP, Bob Dudley, o estudo novamente demonstra a força e a flexibilidade do sistema global de energia para se adaptar em um mundo em transformação. “As maiores interrupções em produção vistas ao longo de 2013 foram equilibradas por aumentos contínuos na produção em alguns países. Este fato realça a importância de manter a oferta por meio do acesso contínuo a novos recursos energéticos, políticas para incentivar os mercados e os investimentos, bem como a aplicação de novas tecnologias globalmente", afirmou.